A Fundação Julita deu um passo importante no fortalecimento do cuidado institucional com a implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), oficializada em 2025. A iniciativa representa um avanço na consolidação de uma cultura organizacional que já existia, e que valoriza a proteção, a escuta e a corresponsabilidade entre todos os trabalhadores.
Em uma instituição do tamanho da Julita, que atende diariamente crianças, jovens, adultos e pessoas idosas na zona sul de São Paulo, a circulação intensa de equipes e atividades exige atenção constante às condições de trabalho. A implementação da CIPA surge justamente como uma estratégia estruturada para ampliar esse cuidado.
A comissão é formada por representantes indicados pela instituição e por trabalhadores eleitos por seus colegas de trabalho, garantindo participação democrática e legitimidade no processo. Entre suas atribuições, a identificação de riscos no ambiente de trabalho, a proposição de melhorias, a prevenção de acidentes e o enfrentamento de situações de assédio, fortalecendo um ambiente mais seguro e respeitoso para todos.
Para Isabella Telles, assistente técnica do Programa Juventude e integrante da CIPA, a chegada da comissão é um marco coletivo:
“Com a chegada da CIPA, acredito que seja uma grande conquista, não somente da classe trabalhadora, mas também da Fundação Julita.”
Com sua trajetória iniciada no Programa Criança e Adolescente, Isabella destaca que conhecer os diferentes espaços da instituição permite identificar riscos que muitas vezes passam despercebidos na rotina:
“Lidando com muita gente, muitas equipes, a Fundação Julita é um mundo muito grande. […] Acredito que com a chegada da CIPA, a gente consiga fazer tudo isso com segurança.”
Ela reforça que a segurança dos trabalhadores impacta diretamente a qualidade do atendimento:
“O trabalhador estando em segurança, ele entrega um trabalho melhor, tanto para a sociedade, quanto para todo mundo que vier aqui conhecer a Fundação Julita.”
Já Janaína Aparecida, assistente social com mais de 10 anos de atuação na Julita, ressalta que a CIPA amplia a capacidade de cuidado da organização:
“O maior significado da implantação da CIPA na Julita é o nosso espaço ter mais olhos. Ter mais pessoas para apoiar as demandas.”
Para ela, a comissão fortalece o princípio da corresponsabilidade:
“Às vezes, no dia a dia, algumas coisas acabam passando. […] O trabalhador que está no dia a dia vai ver essas situações, vai comunicar à CIPA, e a gente vai dizer: precisamos modificar isso, porque pode ocasionar um acidente.”
Outro ponto importante destacado por Janaína é a estabilidade garantida aos membros da CIPA durante o exercício da função, e por 12 meses após o término do mandato, assegurando autonomia para que possam atuar com responsabilidade e compromisso com a pauta da segurança.
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A implementação da CIPA reafirma que o cuidado, sempre esteve presente nas ações da Fundação Julita com o público atendido, também deve estar voltado para quem constrói diariamente essa missão. Segurança no ambiente de trabalho não é apenas prevenção de acidentes, é respeito, valorização profissional e fortalecimento institucional.
Ao estruturar esse processo, a Fundação Julita consolida mais um passo na construção de um espaço cada vez mais ético e seguro, comprometido com o bem-estar coletivo.

