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Projeto une tecnologia, meio ambiente e pessoas

20 de outubro de 2017

 

A Fundação Julita conta com uma imensa área verde, algo muito raro nas periferias de São Paulo. Sendo assim, possui um núcleo para cuidar da relação e o vínculo entre as pessoas e a natureza: o Centro de Educação Ambiental.

Um dos pilares do Centro é a prática da permacultura (concepção ecológica inovadora) e, dentro dessa cultura, nasceu o Projeto “Da Cisterna ao Jardim” que une práticas sustentáveis, tecnologia e pessoas.

Fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Antônio Araújo, mais conhecido como Tchê, ex-colaborador da Fundação Julita e morador da região, foi criado o Projeto “Da Cisterna ao Jardim”, com o apoio do VAI TEC.

 

Irrigação de jardim de forma remota por cisterna

O projeto tem como referência conceitual e metodológica o “Design de Impacto Social” e, tecnicamente, a integração com tecnologias ambientais,

Que trarão mudanças que poderão ser notadas no dia a dia da Fundação, pois o sensor de volume de água que faz parte da cisterna 1 e o sistema de irrigação automatizado, onde as pessoas poderão interagir com o jardim, verificando em um aplicativo a necessidade ou não de irrigação, ficando a cargo do usuário do app a decisão de rega, irão facilitar o trabalho e a preservação do espaço.

“No Projeto, utilizamos principalmente tecnologias digitais, com uso de sensores de monitoramento, placas eletrônicas de controle e interfaces digitais; tudo integrado para atender as necessidades da Fundação. Importante ressaltar que a tecnologia não transforma. Agora, quando você utiliza a tecnologia com um propósito claro, conseguimos entender que o que muda e transforma é o projeto”, analisa Tchê.

Além disso, a interação entre as pessoas e o meio ambiente estará mais fortalecida, como comenta Flávia Cremonesi, coordenadora do Centro de Educação Ambiental.

 

Integração entre as pessoas

A promoção de interação entre as pessoas (crianças, jovens, adultos, idosos) com o meio ambiente é outro ponto importante do Projeto. Infelizmente, a população está vivendo um momento de distanciamento da natureza. Antigamente, observar que uma planta estava sedenta não era nenhum mistério, mas atualmente as pessoas têm maiores dificuldades de observar as plantas nas cidades, quanto mais de observar uma planta com “necessidades”. Por isso, vejo nesse Projeto um caminho interessante para talvez encurtar esse distanciamento. Coube a esse aplicativo ser uma ponte de comunicação entre plantas e pessoas”.

“Da Cisterna ao Jardim”: inovação e reconhecimento

O Projeto que está em execução na Fundação Julita já é um vencedor desde sua origem, pois, além de ter nascido de um TCC, “Da Cisterna ao Jardim” foi contemplado pelo Programa VAI TEC, que visa apoiar financeiramente, por meio de subsídio, atividades inovadoras e, em especial, às ligadas à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para o desenvolvimento econômico e social, considerados relevantes para as políticas públicas municipais, principalmente as desenvolvidas por jovens de baixa renda.

 

 

CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Centro de Educação Ambiental possui 12 tecnologias sustentáveis que foram criadas e implantadas com o intuito de oferecer alternativas às necessidades da comunidade beneficiada: cisterna, biodigestor, círculo de bananeiras, swales (canais de infiltração), bacias de infiltração, horta de plantas alimentícias não-convencionais, biofiltro, horta de medicinais, telhado verde, tinta de terra, jardim de beija-flor, jardim de chuva e projeto de agrofloresta de recuperação do bosque. Agora acaba de contar com mais uma tecnologia: o projeto “Da Cisterna ao Jardim”, fechando um ciclo de 13 práticas sustentáveis inovadoras construídas no local.

Para visitar e conhecer de perto essas tecnologias permaculturais, escreva para: ambiental@fundacaojulita.org.br