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Fundação Julita e Eparreh oferecem curso de Permacultura

24 de abril de 2018

Nova parceria pretende perenizar os conceitos de permacultura popular na comunidade.

Turma de Permacultura tendo aula na sede do Centro de Educação Ambiental da Julita (Foto: Brenner Cássio)

A Fundação Julita, por meio do Centro de Educação Ambiental, proporciona conhecimento e vivência entre o meio ambiente e a comunidade. Diante dessa realidade, a Fundação comemora a parceria com o coletivo e cooperativa socioambiental Eparreh (Estudos e Práticas em Agroecologia e o Reencantamento Humano). Sendo assim, a Fundação cede espaço para a realização do curso de PDC (Permaculture Design Certificate Course), que está sendo ministrado pelo Eparreh e convidados. Entre eles, a coordenadora do Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita, Flávia Cremonesi.

Eu sempre desejei colocar um curso de PDC aqui na Julita, porque precisamos que a permacultura se popularize na periferia, proporcionando acesso ao conhecimento que precisa ser de qualidade e gratuito. Agora, essa parceria ajuda a realizar esse propósito, tornando a Fundação em um polo de permacultura, com o Eparreh administrando e fornecendo o curso”, explicaFlávia Cremonesi..

Colhendo sonhos

O sonho de ter um curso de permacultura na periferia também é compartilhado pelo coletivo Eparreh, que acredita em uma permacultura a partir da percepção indígena e popular, com princípios de Paulo Freire.

Eu trabalho com bioconstrução, desde 2011, quando eu fiz o PDC na Alemanha, durante um intercâmbio. Quando voltei ao Brasil, em 2013, acabei conhecendo vários coletivos e, a partir dessa vivência, nasceu o Eparreh. A princípio éramos um grupo de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) que fazia hortas em comunidades, porém, fomos crescendo e nos questionando sobre aonde queríamos chegar, como lutar por políticas efetivas para falar sobre educação ambiental.
Atualmente, somos um coletivo de educação ambiental que une o empreendedorismo com o ativismo, porque queremos levar a nossa visão de permacultura popular e da periferia
”, explica Diogo Meneses, 28 anos, integrante do Eparreh.

Diogo Menezes trabalhando na construção da Sede do Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita. (Reprodução Facebook)

Permacultura popular e da periferia

O curso de PDC será semestral e deve formar em torno de 120 pessoas, em um período de dois anos.

Os educandos terão aulas teóricas e vivências práticas, com educadores diversos. Ao final, apresentarão trabalhos de conclusão de curso que devem ser projetos de permacultura.

O nosso PDC é um curso de projetos de permacultura tradicional que inclui elementos da pedagogia popular de Paulo Freire, como a do oprimido. Nossa intenção é transmitir o conhecimento com os valores sociais que acreditamos para que depois as pessoas possam desenvolver projetos de permacultura em escolas  e bairros”, finaliza Diogo Meneses.

O educador se eterniza em cada ser que educa. –  Paulo Freire

Se você se interessou pelo curso de PDC e deseja participar, acompanhe nossas redes sociais para verificar a abertura de novas turmas.