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Concorrendo com 800 organizações de todo o país, a Fundação é uma das ganhadoras do PIPS FIES 2013.

No dia 19 de fevereiro, o “Projeto Fazendinha”, da  Fundação Julita, recebeu a premiação do Programa de Investimento em Programas Sociais – Fundo Itaú Excelência Social (PIPS FIES), na categoria “Educação Ambiental”. O prêmio recebeu mais de 800 inscrições em todo o país e apenas 15 organizações estavam entre as finalistas. Para concorrer ao prêmio, cada instituição interessada deveria enviar um projeto que se encaixasse em um dos eixos estipulados pelo programa: Educação para o Trabalho; Educação Ambiental e Educação Infantil. Entre as organizações que concorreram em “Educação Ambiental”, a Fundação Julita foi a única premiada em todo o estado de São Paulo.

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O PIPS FIES é uma iniciativa do Itaú Unibanco, implementado com o apoio da Fundação Itaú Social, com o objetivo de reconhecer e estimular o trabalho de organizações não-governamentais em programas sociais de cunho educacional. Criado em 2004, o FIES é um fundo que aplica seus recursos em ações de empresas socialmente responsáveis, visando contribuir para a melhora da qualidade da educação no país. Para isso, destina 50% da sua taxa de administração a organizações não-governamentais que atuam nos três eixos contemplados. Até hoje, quase 150 organizações já receberam o apoio do FIES. Os projetos são selecionados por um comitê de análise, formado por representantes da Fundação Itaú Social, Banco Itaú, FICAS (Fundo Internacional Sócio-Ambiental) ou especialistas de fundações e institutos empresariais. A premiação é no valor de R$ 120.000,00 por dois anos (o equivalente a R$ 60 mil por ano).

 

Credibilidade e reconhecimento

Com os recursos obtidos, a Fundação Julita pode manter e ampliar o “Projeto Fazendinha” por mais dois anos, garantindo a continuação e o aprimoramento das atividades desenvolvidas. “Para a Fundação Julita, receber o prêmio FIES é a comprovação da qualidade do trabalho desenvolvido. Um selo que possibilita visibilidade e credibilidade, abrindo caminhos para que empresas e outras organizações conheçam e participem deste projeto”, conta a coordenadora do Centro de Educação Ambiental, Flávia Cremonesi.

 

Mais sobre a Fazendinha

O “Projeto Fazendinha” teve início em 2005, a partir da criação de animais nos espaços verdes da organização. Em 2012, o projeto foi reestruturado dentro da proposta da permacultura, como uma iniciativa do Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita. Desde então, o projeto realizou diversas ações, tais como: melhora nas condições de vida dos animais, ampliação do número de animais (hoje na fazendinha há ovelhas, vacas, pavões, cavalo, galinhas, patos e coelhos), ampliação do atendimento em educação ambiental e implantação de roteiro ambiental (incluindo Guia Educativo, produzido pela equipe da Fundação Julita). O roteiro ambiental é percorrido inclusive por alunos e professores de escolas públicas da região, que agendam visitas ao espaço como suporte a temas como biologia e educação ambiental.

O projeto não se restringe apenas aos animais, ele é um conjunto de ações de sustentabilidade, consciência ambiental e de preservação da natureza, tendo como rumo norteador a tecnologia social da permacultura. Entre os pontos fortes do projeto estão:

· A interdisciplinaridade e a multiplicidade das práticas pedagógicas (atividades ambientais são apoiadas pelo centros de esporte, cultura e saúde da Fundação Julita, além do desenvolvimento de atividades socioeducativas para crianças, jovens e adultos);

· A vivência ambiental e contato com fauna e flora em um espaço único na cidade;

· A criação de tecnologias sociais de baixo custo e fácil replicabilidade na comunidade.

A intenção é que as tecnologias sociais produzidas com os educandos e a comunidade possam ser utilizadas em seu cotidiano. Além de trazer conhecimentos e habilidades em termos de educação ambiental, as tecnologias aprendidas sob o conceito da permacultura também podem trazer alternativas aos problemas da comunidade. Um exemplo é o círculo de bananeiras que pode ajudar a resolver a questão da falta de saneamento básico.

Nos próximos dois anos, a Fundação Julita pretende, além de continuar as atividades desenvolvidas, promover palestras sobre o cuidado e o bem-estar dos animais com o objetivo de aproximar a comunidade dos bichos e conscientizá-la e, ainda, adquirir um carinho elétrico para o transporte de cargas até a fazendinha.

 

 

Para mais informações sobre o prêmio e o Projeto Fazendinha, entre em contato com a coordenação do Centro de Educação Ambiental:

 

Flávia Cremonesi

email: ambiental@fundacaojulita.org.br | telefone: (11) 5853-2057