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Entre os dias 17 de março e 02 de abril, o Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita realizou o curso teórico e prático de cisterna, um sistema de captação da água da chuva para uso doméstico (rega de plantas, lavagem de carros e de quintal etc.). Durante o curso, foi construída a maior cisterna de ferrocimento da região (com capacidade para 35 mil litros), planejada segundo princípios da Permacultura, pilar pedagógico do Centro de Educação Ambiental. A cisterna captará a água da chuva dos telhados de duas quadras poliesportivas e disponibilizará este recurso para os animais da fazendinha e para ações de sustentabilidade das áreas verdes, como a rega de mudas e recuperação do solo do bosque. O projeto tem financiamento da Fundação Abrinq.

 

Clique na imagem para conferir as fotos da construção da cisterna

 

Tecnologia social inovadora

Para construir a cisterna, utilizou-se a estrutura de ferrocimento. Este material possibilita maior durabilidade à cisterna e baixo índice de manutenção. Outro fator que confere longevidade é o formato circular, visto que cisternas quadradas apresentam mais rachaduras por possuírem cantos. A cisterna está em fase final: ela está cheia de água para identificar possíveis vazamentos e solucioná-los; após esta etapa, ela será coberta com terra. Esta cobertura atua como isolante térmico, mantendo a água em temperatura amena, ideal para alimentar os animais e regar plantas. Estes itens, fundamentais para a eficiência da cisterna, foram aplicados segundo a tecnologia social inovadora, conhecida como permacultura.

 

 Participação da comunidade

A atividade reuniu participantes de diferentes idades. Eles se empenharam bastante para concluir cada tarefa, chegando a continuar as atividades após o horário do curso. “Interessei-me pelo curso porque gosto de aprender muitas coisas e também sou marceneiro. Além disso, em breve vou morar em um sítio e seria interessante fazer uma cisterna lá”, conta Diógenes Pereira, 32, pai de uma criança do Programa Castanheira (Educação Infantil). Também estavam entre os participantes, a senhora Adelina Silva, 63 anos. Ela participa do Programa Araucária da Fundação Julita há 3 anos, nas atividades de Alongamento, Caminhada e Afromix. Sua atuação durante o curso de cisterna causou grande impacto devido à sua dedicação e entusiasmo. “Todos me acolheram no curso. Ajudava de todo jeito que eu podia: servia água, separava ferramentas; fiz de tudo um pouco. Estava tão envolvida que até sonhei com a cisterna. Amei participar deste curso”.

 

Conscientização ambiental

Durante a construção da cisterna, as crianças beneficiadas pelo Programa Ipê-Amarelo visitaram a obra, juntamente com os educadores ambientais. As visitas foram planejadas com o objetivo de complementar a formação socioambiental, fomentando a reflexão sobre a água e as possibilidades de obtenção de recursos naturais de modo sustentável.

 

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